Quando os Reis Magos foram visitar o Menino Jesus, perto da gruta onde estava o menino, os Reis Magos tiveram uma discussão para saber qual deles seria o primeiro a oferecer os presentes.
Um artesão que por ali passava assistiu à conversa e propôs uma solução para o problema, de maneira a ficarem todos satisfeitos. O artesão resolveu fazer um bolo e meter uma fava na massa. Depois de cozido repartiu o bolo em três partes e aquele a quem saísse a fava seria o primeiro a oferecer os presentes ao Menino.
Assim ficou conhecido pelo nome de Bolo Rei e como tinha sido feito para escolher um rei passou a usar-se como doce de Natal.
Dizem que a côdea do bolo simboliza o ouro, as frutas simbolizam a mirra e o aroma, o incenso.
No dia de Reis recordamos os três Reis Magos, Sábios do Oriente que vieram desde as suas terras até à humilde gruta de Belém, sempre seguindo uma estrela diferentes das outras.
Montados em seus camelos, eles procuravam um Menino que sabiam ser o Salvador do Mundo, para O adorarem e Lhe oferecerem as prendas que traziam: ouro, incenso e mirra.
Um chamava-se Gaspar, que significa "o que vai com amor"; o outro chamava-se Belchior, que significa "o que vai suavemente"; e o terceiro chamava-se Baltasar, que significa "o que obedece à vontade de Deus, humildemente".
No Dia de Reis, é importante oferecermos nós também uma simples prenda a quem amamos.
Não é preciso darmos coisas caras ou complicadas.
Uma flor do campo, um desenho, um beijo, um sorriso... talvez sejam as prendas que os nossos pais, ou os nossos avós, ou os nossos amigos mais apreciem.
Há pequeninos gestos de ternura que dizem mais do que todas as palavras do mundo.
quinta-feira, 25 de março de 2010
lenda de viana
A bela Ana eu vi
Sentada junto do mar
Quando para longe parti
Vi a Ana a chorar
Lá longe eu só pensava
Na minha formosa Ana
E de noite alto sonhava
Saudoso, deitado na cama
Pela minha bela donzela
A todos eu perguntava
Se juntinho ao castelo
A minha Ana estava
Terminada a expedição
Minha terra eu avistei
Bateu-me forte o coração
E bem alto eu gritei
Eu vi Ana no castelo
Seus olhos postos no mar
Ana logo que me viu
Sorriu, parou de chorar
Baixinho eu murmurei
Vi Ana, vi Ana, vi Ana,
E a todos a quem falei
À terra chamaram Viana
Com minha amada casei
Toda a vida vi a Ana
E de herança deixei
O meu amor por Viana
Sentada junto do mar
Quando para longe parti
Vi a Ana a chorar
Lá longe eu só pensava
Na minha formosa Ana
E de noite alto sonhava
Saudoso, deitado na cama
Pela minha bela donzela
A todos eu perguntava
Se juntinho ao castelo
A minha Ana estava
Terminada a expedição
Minha terra eu avistei
Bateu-me forte o coração
E bem alto eu gritei
Eu vi Ana no castelo
Seus olhos postos no mar
Ana logo que me viu
Sorriu, parou de chorar
Baixinho eu murmurei
Vi Ana, vi Ana, vi Ana,
E a todos a quem falei
À terra chamaram Viana
Com minha amada casei
Toda a vida vi a Ana
E de herança deixei
O meu amor por Viana
Lenda dos tremoços
Ia a Sagrada Família com destino ao Egipto para fugir à perseguição dos soldados do Rei Heródes, que queriam matar o Menino Jesus.
Conta-se que, ao passar junto de um tremoçal, os tremoços chocalhavam muito a denunciar a sua fuga.
Já o comportamento das alvéolas, pequenas avezitas, fora totalmente diferente: com o bico e a cauda disfarçavam as pegadas da burrinha e de São José, desorientando os perseguidores.
Nossa Senhora, então abençoou estas avezinhas dando-lhes a faculdade de terem movimentos muito rápidos para nunca se deixarem matar.
Aos tremoços, pelo contrário, Nossa Senhora amaldiçoou-os, dizendo-lhes que nunca matariam a fome a ninguém. E assim é de facto.
Conta-se que, ao passar junto de um tremoçal, os tremoços chocalhavam muito a denunciar a sua fuga.
Já o comportamento das alvéolas, pequenas avezitas, fora totalmente diferente: com o bico e a cauda disfarçavam as pegadas da burrinha e de São José, desorientando os perseguidores.
Nossa Senhora, então abençoou estas avezinhas dando-lhes a faculdade de terem movimentos muito rápidos para nunca se deixarem matar.
Aos tremoços, pelo contrário, Nossa Senhora amaldiçoou-os, dizendo-lhes que nunca matariam a fome a ninguém. E assim é de facto.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Lenda do Milagre das rosas

Esta é uma das mais conhecidas lendas portuguesas que enaltece a bondade da rainha D. Isabel para com todos os seus súbditos, a quem levava esmolas e palavras de consolo. Conta a história que um nobre despeitado informou o rei D. Dinis que a rainha gastava demais nas obras das igrejas, doações a conventos, esmolas e outras acções de caridade e convenceu-o a por fim a estes excessos. O rei decidiu surpreender a rainha numa manhã em que esta se dirigia com o seu séquito às obras de Santa Clara e à distribuição habitual de esmolas e reparou que ela procurava disfarçar o que levava no regaço. Interrogada por D. Dinis, a rainha informou que ia ornamentar os altares do mosteiro ao que o rei insistiu que tinha sido informado que a rainha tinha desobedecido às suas proibições, levando dinheiro aos pobres. De repente e mais confiante D. Isabel respondeu: "Enganais-vos, Real Senhor. O que levo no meu regaço são rosas..." O rei irritado acusou-a de estar a mentir: como poderia ela ter rosas em Janeiro? Obrigou-a, então, a revelar o conteúdo do regaço. A rainha Isabel mostrou perante os olhos espantados de todos o belíssimo ramo de rosas que guardava sob o manto. O rei ficou sem palavras, convencido que estava perante um fenómeno sobrenatural e acabou por pedir perdão à rainha que prosseguiu na sua intenção de ir levar as esmolas. A notícia do milagre correu a cidade de Coimbra e o povo proclamou santa a rainha Isabel de Portugal.
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